Um encontro familiar

Na foto: Loren Ridinger e seus familiares ao lado de Michael.

“Loren, eu amei essas calças! Por favor, por favor, por favor, me deixe ficar com elas! Eu te darei as minhas calças para vestir em casa!”

É difícil acreditar que Michael Jackson se foi. Eu me lembro da primeira vez em que o conheci pessoalmente, durante um jantar na casa de Al Malnik. Al e sua família convidaram a mim, meu marido JR e minha filha Amber para um encontro particular com Michael e seus três queridos filhos, Prince Michael, Paris e Blanket. As lembranças do quanto ele amava essas crianças voltam aos montes à minha mente assim que relembro aquela noite. Ele era um pai orgulhoso, que tinha um sorriso de orelha a orelha enquanto seus filhos apresentavam uma pequena peça para nós, “Três macaquinhos sentados numa cama”. Ele riu e gargalhou muito naquela noite, estava tão orgulhoso dessas crianças e sabia como mostrá-las.

Durante o jantar, nós conversamos sobre a falta de autênticas experiências infantis na vida dele, e sobre como sua irmã Janet sempre foi tão maravilhosa e sensível com ele. Enquanto conversava, Michael falava com o coração, e eu realmente pude sentir um pouco da dor que ele deve ter experimentado durante sua curta vida. Eu acredito mesmo que a criança dentro dele estava sempre pedindo para ser liberta. Enquanto o via brincar de esconde-esconde com a minha filha Amber e as outras crianças, fiquei admirada com o tanto que ele ria, curtindo a brincadeira tanto quanto as crianças. Ouvir Michael falar era quase tão incrível quanto como ouvi-lo cantar, já que ele falava com um imenso amor sobre seus filhos, assim como sobre sua família e seus fãs. Ele era gentil, amável e marcante em todos os sentidos. Ele compartilhou histórias com a gente naquela noite como se nós fôssemos amigos desde sempre.

A noite ficou bastante engraçada quando Michael elogiou as calças que eu estava usando, porque lhes lembravam as que ele tinha usado no vídeo de Bad. Ele amou tanto as minhas calças que até me pediu para experimentá-las! Me sentindo um tanto envergonhada e sem saber o que falar, fui praticamente obrigada pela minha própria família e pelos Malniks, que continuavam pedindo, “Ah, vamos lá… Deixe ele experimentar as calças…”. Então, me rendi e disse a Michael que iria esperar no banheiro para ele pegar as calças e me devolvê-las depois. Após uns 10 minutos, eu sabia que estava em apuros. Ouvi uma rápida batida na porta e ele falou: “Loren, eu amei essas calças! Por favor, por favor, por favor, me deixe ficar com elas! Eu vou te dar as minhas para usar em casa!”. Bem, o que eu deveria dizer? Ele era, é claro, o lendário Michael Jackson e tinha simplesmente roubado o meu coração. Fiquei o assistindo mostrar a todos na casa o quanto aquelas calças tinham ficado maravilhosas nele e comecei o meu desfile de moda, usando as dele. Todos nós ríamos muito e continuamos com aquela bela noite.

Tive a oportunidade de vê-lo muitas outras vezes depois desse dia e nós sempre ríamos tanto quanto tínhamos rido na primeira noite em que nos conhecemos. Ele era sempre tão amoroso e maravilhoso. Ele se preocupava mesmo com as pessoas e com o planeta. Tenho certeza de que nunca haverá outro Michael Jackson. Ele mudou a música, quebrou todas as barreiras e demonstrou que podia realizar qualquer coisa que aparecesse em sua mente. Ele abriu caminho para tantos outros artistas, e nos deu a crença de que, se as pessoas se amassem e cuidassem uma das outras, nós poderíamos “Curar o Mundo”. Gostaria de saber se algumas pessoas desse mundo o traíram e esqueceram as palavras que ele cantou para nós com tanto amor numa música que tocava os nossos corações.

Ele fez do mundo um lugar melhor para todos nós. Michael abriu seu coração pra gente através de sua vida e sua música e, por causa dele, nós nunca seremos os mesmos.

Saudações calorosas, de Loren Ridinger.

Fonte: http://floriceg.multiply.com/journal/item/110 (Obrigada, Florice!)

Roberto Cavalli relembra Michael Jackson

“Eu me lembro da primeira vez que o Michael me ligou, faz uns dois anos, e disse: ‘Roberto, eu gostaria de falar com você. Quero que me ajude a mudar a minha imagem’. Então, essa foto foi tirada no jantar que tivemos em Las Vegas.

As pessoas podem dizer o que quiserem, mas ele é Michael Jackson! Ele é tão influente, foi o primeiro a usar mocassins pretos com luvas brancas.”

Por Roberto Cavalli, estilista italiano.

 

Fontehttp://www.harpersbazaar.com/fashion/fashion-articles/roberto-cavalli-photo-album-lookbook-0508?click=img_sr

Meu mentor, Michael Jackson

Eu costumava falar com Michael durante três horas por dia. Nunca descobri como ele conseguia arranjar tanto tempo, já que parecia tão ocupado, mas ele sempre me telefonava e nós conversávamos, conversávamos e conversávamos. Ele tinha um celular que usava para falar comigo e me mandar mensagens. Tudo isso fazia parte de uma amizade que durou mais de 20 anos.

Conheci o Michael quando ele estava começando  a turnê Bad, em 1987. Eu tinha 5 anos nessa época, e a equipe de Michael organizou uma competição de dança em todos os países, então, eu decidi participar em Brisbane (*cidade australiana). Me lembro de dançar “Thriller” enquanto assistia ao clipe quando tinha apenas 2 anos de idade! A minha mãe tinha uma fita e, quando assisti, simplesmente enlouqueci! Eu costumava correr assustado para a cozinha toda vez que o lobisomem aparecia na tela. Quando eu fiz 3 anos, já tinha aprendido a coreografia inteira da música.

Eu acabei ganhando a competição de dança. Fomos ver um show do Michael em Brisbane e fui apresentado a ele no “meet and greet”. Me lembro de estar usando uma roupa personalizada de “Bad” – peguei o cinto da minha mãe e dei umas cinco voltas ao meu redor. Michael ficou impressionado e me perguntou se eu dançava. Eu respondi a ele que sim e então, ele me disse: “Você gostaria de dançar comigo no show de amanhã?”.

Eu não conseguia acreditar. Ele se referia ao grande show da noite seguinte, em Brisbane. Sua ideia era de que eu apareceria no palco para dançar Bad, a última música do show. Ele tinha trazido algumas crianças órfãs, por isso, achou que seria legal que eu também aparecesse no final da apresentação de Bad. No final da música, estávamos todos no palco, Stevie Wonder também estava lá, Michael veio até a mim e disse: “Vamos lá!”. Levei um tempo para entender que aquilo significava algo como “Dê o seu show!”. Então, corri para a frente do palco e joguei o meu chapéu pro público, que, imediatamente, começou a delirar! Quando me virei, Michael já estava dizendo adeus para a multidão, as outras crianças já haviam ido embora e Stevie Wonder estava sendo dirigido aos bastidores.

Quando percebi que Michael estava me chamando, saí correndo. Depois, minha mãe e eu passamos duas horas no hotel com Michael e nos tornamos seus amigos. Ele nos mostrou seus novos clipes para o filme Moonwalker e nós conversamos muito. Nós realmente não pudemos manter contato após isso, mas eu entrei numa companhia de dança – literalmente, no dia seguinte ao show de Michael -, e, dois anos depois, eu fui aos Estados Unidos para conhecer a Disneylândia. Entrei em contato com Michael através de pessoas de sua equipe, e ele se lembrou de mim! Eu e minha família fomos ao estúdio Record One, onde seu próximo álbum, Dangerous, estava sendo mixado. Mostrei a ele alguns dos meus vídeos de dança e ele me perguntou: “Você e a sua família gostariam de ir à Neverland essa noite?”. Claro que todos nós fomos de acordo e acabamos ficando no rancho por duas semanas.

Nossa amizade floresceu. Durante aqueles 14 dias, ele me levava ao seu estúdio de dança, colocava alguma música e nós dançávamos por horas! Nós costumávamos sentar lá e assistir a filmes como As Tartarugas Ninjas. Uma vez, saímos de Neverland no carro de Michael, escutando música no último volume!

Ele ainda me ensinou a fazer o moonwalk. Nós estávamos em seu estúdio de dança, e Michael me mostrou passo por passo. Eu não conseguia dormir a noite toda… A emoção de deslizar para trás ao lado do cara que fez tornou esse passo famoso era indiscritível!

Anos mais tarde, eu e minha mãe nos mudamos para os Estados Unidos para que eu conseguisse realizar o meu sonho de trabalhar com a dança, e Michael nos ajudou muito! Ele me deu a oportunidade de começar bem me colocando num de seus clipes mais famosos, Black Or White. O papel que ele assumiu comigo era de um verdadeiro mentor.

Quando eu tinha 7 anos, ele me disse que eu seria um diretor de cinema, e realmente foi isso que me tornei. Michael criou uma sede de conhecimento em mim. Certa vez, um mini estúdio de gravação apareceu na minha porta, mas o mais legal foi que Michael me impediu de me tornar uma criança mimada. Ele dizia: “Isto é para você, mas eu quero ver você fazer algo com isso. Não é pense que é um dado adquirido ou eu vou levar de volta”.

A última vez que o vi foi em julho de 2008. Eu estava em Las Vegas, trabalhando num programa e ele estava morando lá. Eu, minha esposa, Michael e seus três filhos fizemos um churrasco. Foi a coisa mais normal do mundo. Eu e minha esposa fomos à Whole Foods (* supermercado da cidade) e compramos coisas para cozinhar. Mas quando chegamos lá, ele já tinha improvisado tudo. Eu disse: “Cara, por que você trouxe tanta comida? Nós já temos o suficiente aqui”. Me lembro de ter cozinhado no lado de fora da casa, enquanto Michael estava sentado, embaixo de um guarda-chuva.

Tivemos grandes momentos, ele era uma pessoa tão carinhosa! Acima de tudo, sentirei falta dessas conversas pelo telefone. Eu ainda tenho o telefone que usávamos para conversar. Simplesmente não suporto a ideia de apagar aquelas mensagens…

Michael Jackson mudou o mundo – e, pessoalmente, a minha vida – para sempre. Ele é a razão pela qual eu danço, a razão pela qual eu faço música, e uma das principais razões para eu acreditar na bondade pura da espécie humana. Ele foi meu amigo por mais de 20 anos. Sua música, sua dança, suas palavras de inspiração e encorajamento e seu amor incondicional vão viver dentro de mim eternamente. Vou sentir muita saudade dele, mas sei que agora ele está em paz e encantando os céus com belas músicas e um moonwalk.

– Por Wade Robson

Fonte: www.waderobson.com/
http://www.michaeljackson.com/za/node/543308

(Na foto acima, uma pequena nota de um jornal que narrava a amizade de Michael com Wade, que, na época, era o seu “protegido“. A mãe de Wade cita algo que Michael costumava dizer, que, juntos, eles mudariam o mundo)

Wade, atualmente, trabalha como jurado e coreógrafo da série de televisão da Fox, “So You Think You Can Dance?”.

Michael & Bubbles – Por Kenny Rogers

Em 1987, o cantor country Kenny Rogers lançou o livro, “Your Friends and Mine”,  o qual mostrava a coleção de fotografias que ele próprio tinha tirado de alguns de seus amigos famosos.

Rogers relata a história da idéia por trás da criação e edição do livro. Em uma das fotos, Jackson posa com o chimpanzé Bubbles em seus braços. O cantor aparece vestido de forma casual, com jeans usados e uma camisa simples. Rogers ainda têm várias outras fotos em estilo preto e branco de Jackson sentado no chão e segurando um chapéu perto de seu rosto.

Abaixo, um trecho do livro em que Rogers fala sobre como conheceu Michael e sobre sua impressão agradável da estrela, a quem ele chamaria de amigo:

A primeira pessoa que convidei para tirar uma foto para o livro foi Michael Jackson. Em 1986, eu participei da 28ª edição do Grammy Awards, em Los Angeles. Naquela noite, meu filho Christopher conheceu Michael nos bastidores. Christopher é seu fã há anos, o ama e o admira muito, e ainda se veste como Michael! […] Nessa mesma noite, Marianne [esposa de Rogers] me mandou algumas flores juntas com uma imitação da estatueta do Grammy feita de plástico. Sem o conhecimento de ninguém, Christopher pegou a estatueta de plástico, foi até Michael e a entregou a ele.

No dia seguinte, Michael ligou para Christopher, dizendo o quanto ele tinha apreciado aquele ato. Ele também o convidou para ir conhecer os exóticos animais que tinha em sua casa. Então, Marianne e Christopher foram para Encino.

Michael sabia que eu era fotógrafo, ele mencionou que gostaria muito que eu tirasse uma foto dele e Christopher juntos. Liguei para ele no dia seguinte, marcando um encontro, e Michael aceitou vir ao meu estúdio. Durante a primeira sessão de fotos, eu contei ao Michael que estava pensando em fazer um livro de retratos e chamá-lo de “Your Friends and Mine”. Eu tinha ouvido falar sobre o seu chimpanzé Bubbles, e nós fizemos algumas fotos com o chimpanzé. Mais tarde, Michael e eu fizemos outra sessão dele sozinho, a seu pedido.

Esse foi o começo de tudo. Michael Jackson havia concordado em fazer parte do meu livro, e isso, de fato, foi uma bela injeção de ânimo em mim. O Michael é único, como pessoa e como artista. No entanto, muitas vezes, enquanto eu estava perto dele, eu sinceramente não sentia que o conhecia até passamos um dia juntos no estúdio fotográfico. Como expliquei anteriormente, Michael tinha convidado Christopher, meu filho mais novo, a sua casa para ver o seu zoológico. Eles tiveram um bom e divertido tempo juntos e Michael, que tinha ouvido que eu era fotógrafo, pediu a mim que tirasse fotos dele com Christopher no meu estúdio. Eu contei a ele as minhas ideias para este livro e o pedi para que trouxesse seu chimpanzé, Bubbles. Naquele dia, havia quase umas 25 pessoas no estúdio e o chimpanzé foi o centro das atenções. Isso significava que Michael não era o foco e eu acho que aquele relativo anonimato lhe deu uma chance de relaxar um pouco mais. E Bubbles parecia tão humano que chegava a ser assustador! Ele pegava Christopher pela mão, ia até a geladeira e o fazia pegar uma banana para ele! Christopher ficou surpreso – na verdade, todos nós ficamos. No dia dessa sessão de fotos, foi a primeira vez que tive a oportunidade de ficar cara a cara com Michael. Significa muito para mim  dizer que não só amo sua música, mas eu também gosto muito dele como pessoa e o considero um amigo”.

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Michael já havia colaborado com o cantor country num dueto chamado “Going Back To Alabama”, do álbum de Rogers lançado em 1981, “Share Your Love”, já que Michael era um grande fã de música country. A canção conta uma breve história de um homem forte que têm que lidar com as atribulações da vida – o que também poderia ser a história de Jackson. Os caminhos dos dois artistas também se cruzaram em 1985, na ocasião das edições do projeto “USA for Africa”, com a canção “We Are The World”.

Fonte: http://www.mjjcommunity.com/forum/showthread.php?p=3012886

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Aqui está o vídeo com a canção “Goin’ Back to Alabama”

Michael Jackson na Harrods – por John Ferguson

Pelo fotógrafo John Ferguson, 22/11/2007

Quantas chances você tem de bater um papo íntimo com o rei do pop?

Numa típica manhã nublada de maio, eu recebi um telefonema muito animado do meu editor fotográfico do Daily Mirror, Ian Down, que me pediu pra correr para a Harrods (nota da tradutora: Harrods é uma famosa loja de departamentos em Londres), em Knightsbridge. Chegando lá, nós nos encontramos com o dono da loja, Mohammad Al Fayed, que acompanhou pessoalmente a mim e a repórter Fiona Cummins ao seu escritório privado. Eventualmente, iríamos encontrar lá a lenda da música, Michael Jackson, para uma entrevista exclusiva – e que acabou por ser um encontro muito bizarro e inesquecível.

Inicialmente, Fiona e eu fomos deixados numa sala luxuosa de Al Fayed por mais de duas horas, sem termos idéia do que estava acontecendo. Eventualmente, fomos levados para outra sala onde tivemos que esperar mais 45 angustiantes minutos.

Finalmente, Al Fayed apareceu com a notícia de que Michael estaria conosco em 10 minutos. O ar ficou pesado. Depois de tanto tempo de espera, ainda estávamos muito céticos, nos perguntando se aquela entrevista realmente sairia. Estávamos tensos para conhecer aquela estranha figura da história do pop, um homem que raramente dá entrevistas à imprensa. Mas, de repente, a porta se abriu e Michael Jackson entrou, olhando ainda mais confuso do que nós. Eu tenho que admitir, eu quase caí na gargalhada quando nós apertamos as mãos. Todo o cenário era extremamente surreal.

Imediatamente, pedi a Michael para posar com a jornalista e, em seguida, com Al Fayed. Eu tinha feito um pequeno set num canto da sala para tirar mais algumas fotos de Michael, mas um maníaco Al Fayed interveio e me falou que não teria mais fotografias do Michael, “Por favor, deixe-o descansar”, ele vociferava . Michael então começou a circular pela sala, fazendo vários ruídos indistinguíveis. Fizemos algumas perguntas sobre sua viagem a Londres e outras gentilezas, tentando fazer ele se sentir um pouco mais confortável. É verdade, ele é tão criança assim como dizem. Até mesmo Al Fayed tentou fazer algumas piadas para relaxar Michael – cada piada mais sem graça que a outra, mas Michael sorria timidamente.

Com a insistência de Al Fayed para que  nenhuma outra foto fosse tirada, eu pensava na possibilidade de tirar uma outra foto de Michael sem causar muito alarde. Então, comecei a me perguntar: “Quantas vezes se tem a oportunidade de conhecer Michael Jackson?”. Decidi aproveitar a oportunidade e tirar mais umas duas ou três fotos. Surpreendentemente, Al Fayed não reagiu, eu consegui as imagens e todos nós apertamos as mãos de novo antes de Michael sair da sala.

Surpreendentemente, as três fotos extras que consegui tirar no último minuto ficaram ótimas! Considerando que eu realmente não tive tempo suficiente para enquadrá-las ao ângulo tão bem quanto queria, fiquei muito entusiasmado com os resultados. Eu me arrisquei e valeu a pena. Michael Jackson é uma lenda viva da música, uma figura ímpar do nosso tempo e, pra mim, como fotógrafo, ele foi uma das figuras mais interessantes que já fotografei.

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Abaixo, as outras fotos que John tirou

(Mohammad Al Fayed e Michael)

Fonte: http://www.epuk.org/Showcase/754/michael-jackson-at-harrods-john-ferguson-2006

 

Lembranças de Todd Gray

Em 1984, Michael me mostrou o seu cinema particular recém-terminado, com cadeiras de veludo vermelho. Eu achei que seu suéter azul dava um belo contraste com o vermelho escuro das cadeiras, e lhe pedi para se sentar e fingir que estava assistindo a um filme. “Que filme?”, ele perguntou. Eu disse: “Não importa. Qualquer filme que você quiser”, mas Michael insistiu: “Todd, você tem que me dizer que filme eu deveria estar vendo se você quiser uma boa pose de mim”. “Ok, Michael. Que tal uma comédia de Charlie Chaplin?”, eu sugeri. “Qual?” Michael me perguntou de novo. “Ele fez tantas, você sabe…”. Me deu um branco, mas, felizmente, meu assistente gritou, “Modern Times”, Michael respondeu: “OK, qual parte?”. Exasperado, eu disse: “Michael, é uma comédia, é só você rir!”. Já estava ficando tarde e estávamos todos cansados, mas Michael estava se divertindo com tudo isso. “Bem”, começou ele, “se você quer que eu ria, então você tem que me contar uma piada. Mas você disse que queria que eu agisse como se estivesse assistindo a um filme. O que é que você quer?”. Finalmente, desisti e fiz uma cara de palhaço bobo, que o fez rir muito!

Fonte: http://www.mjj2005.com/kopboard/index.php?showtopic=48445

Observação: Todd Gray foi o fotógrafo oficial de Michael por, aproximadamente, 10 anos.

Dona Remi compartilha suas lembranças de Michael

(Na foto, Dona Remi com Michael, em 1984)

[1984] A cozinheira brasileira, Remi Vila Real, conta como conheceu Michael Jackson

Eu conheci Quincy Jones em um jantar, eu cozinhava para algum outro músico. Ele amava a minha comida e me perguntou se ele poderia vir e fazer algo muito importante. Ele me disse que queria ser produtor de Michael Jackson, mas toda vez que convidava Michael para a sua casa, Michael nunca ia para comer. Ele me perguntou se poderia trazer Michael para provar alguns dos meus pratos. Ele disse que Michael era vegetariano e muito exigente com o que comia. Eu disse que iria tentar.

Fui à casa de Quincy e lá eu conheci Michael pela primeira vez. O puxei de lado e falei: “Deixe-me lhe fazer algo bem especial. Eu sei preparar comidas saudáveis do Brasil. Tudo natural, tudo vegetariano. Você vai gostar.”. Ele concordou. Então, fiz feijão preto, couve, farofa e algumas outras coisas e ele comeu quatro pratos cheios!

Quincy me beijou durante toda a noite e, a partir daí, me chamou várias outras vezes para cozinhar para ele.

Eu estava morando em West Los Angeles em um pequeno apartamento, quando eu recebi um telefonema. A pessoa no telefone me pediu para olhar para fora. Ele disse: “Vê a limosine? Entre nela agora”. Eu lhe disse que não podia porque estava cuidando de uma pessoa e não podia deixá-la sozinha em casa. Eles disseram que mandariam alguém para cuidar da pessoa pediram para que eu entrasse no carro. Eu lhes disse que tinha que trocar de roupa, já que estava toda suja por causa da faxina na casa. Eles não se importaram. Finalmente, eu concordei quando um homem chegou para cuidar da pessoa que estava em minha casa, e eu fui levada para um grande prédio em Beverly Hills. Fui até a cobertura, encantada com tanto luxo.

O homem do outro lado da mesa me entregou um papel e disse: “você está indo para o aeroporto agora. Aqui está a sua passagem”. Então, lhe perguntei porquê estava indo viajar. Ele me explicou que Michael Jackson estava tendo fortes dores no estômago e, especificamente, me convidou para ser sua “nutricionista” durante a turnê “Victory”. Ele estava se sentindo mal do estômago e se recusou a entrar no palco até que eles me mandassem para ser sua cozinheira particular. Estavam todos muito nervosos. Eles disseram que estavam perdendo milhões de dólares em shows cancelados e eu tive que ir imediatamente.

Eu lhes disse que não podia e só poderia ir na parte da manhã. Depois de muita discussão, eles concordaram em me deixar ir para casa e me pegaram em casa no início da manhã do dia seguinte. Então, lá estava eu, viajando para Birmingham, Alabama.

Passei oito semanas com Michael e sua família na estrada durante a turnê. Foi uma viagem incrível que nunca esquecerei.

Michael e eu nos tornamos amigos e eu o vi várias vezes depois disso. Eu o visitei no hospital, quando seu cabelo pegou fogo e o via, vez ou outra, em shows e festas. Inclusive, eu até cozinhei para Michael Jackson e Elizabeth Taylor quando eles estavam sozinhos, na casa de Michael. Isso foi muito especial.

Fonte: http://www.mj-777.com/?p=5135